segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Adolescente de Piquete ajudou o namorado a matar taxista no Rio de Janeiro






O espancamento até a morte do taxista Ercole Castro Silveira, 58 anos, por um casal de adolescentes de São Paulo na noite de quinta-feira, na Linha Amarela, na altura de Cidade de Deus, chocou e revoltou a categoria e familiares.

Gilberto da Silva, de 50 anos, morador em Piquete, tio da jovem acusada de espancar o taxista, pediu perdão à família de Ercole, na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), onde os menores passaram a noite da sexta-feira (7).

Segundo Gilberto, a menina conheceu o namorado de 17 anos há três meses em Embu das Artes, São Paulo. Ela fugiu da casa da avó para viver um romance “mais folgado” com o jovem. “Ela mudou muito depois que conheceu ele”, afirmou Gilberto. Segundo ele, a menina vive com a avó e cursa o 1º ano do Ensino Médio. Com o casal havia R$ 90 e mala.

Segundo parentes da vítima, o laudo do IML comprova que o taxista foi morto por espancamento, traumatismo craniano, afundamento de face e sangramento nos pulmões. O corpo tinha marcas de tentativa de asfixia, feitas com a pochete da própria vítima, que teve o rosto desfigurado por mordidas e pancadas.

Ercole era pastor. Na bagagem da jovem de 16 anos, a polícia achou duas cápsulas de cocaína. “Foi uma covardia, mas isso não vai dar em nada, pois os menores infratores podem roubar, espancar, matar e estuprar sem ser punidos. Já está na hora de rever isso. A morte do nosso amigo foi revoltante. Ele vivia para o trabalho, a família e a igreja, e os criminosos tentam denegrir a imagem dele, alegando que tentou violentar a adolescente”, criticou o amigo, também taxista, Luís Sérgio de Oliveira, 57 anos, que defende a redução da maioridade penal.


 

Reportagem: Diego Valdevino

Jornal O Dia

Nenhum comentário:

Postar um comentário